Câmara do Funchal adia projecto turístico-imobiliário do Toco
O desenvolvimento do projecto turístico e imobiliário do Toco, no Funchal, está adiado devido à necessidade da sua reformulação e às actuais circunstâncias de dificuldades económicas, disse o presidente da Câmara Municipal, Miguel Albuquerque.
Este projecto visa criar uma nova centralidade na cidade do Funchal através da construção de uma nova marina com 400 lugares e de um complexo turístico e imobiliário, num investimento que ascende os 180 milhões de euros.
Segundo Miguel Albuquerque, o Conselho de Ministros não deu autorização para uma solução que “garantisse a plena propriedade das fracções autónomas para os investidores” dado tratar-se de domínio público marítimo.
“Temos que reformular o projecto no sentido de garantir já não a plena propriedade dessas fracções autónomas mas garantir o direito de superfície por 75 anos, como tem, por exemplo, a marina de Portimão”, disse.
“Essa reformulação do caderno de encargos está a ser feita e, neste momento temos que aguardar e ter também em linha de conta uma conjuntura de escassez de liquidez no mercado”, acrescentou.
Para Miguel Albuquerque, “logo que a situação melhorar” haverá “condições de lançar um novo concurso internacional para a área”.
Os responsáveis pela Câmara Municipal do Funchal e da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior reuniram-se com o Grupo Parlamentar do PSD da Madeira, iniciativa que os deputados sociais-democratas vão prosseguir com as 54 juntas de freguesias da Região com o objectivo de se inteirarem das suas necessidades.
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