Tendências do Mercado
Em 2008, a economia portuguesa registou um dos crescimentos mais baixos entre os países da Área Euro e da União Europeia. Verificou-se um aumento do défice externo tendo como consequências uma nova diminuição da taxa de poupança das empresas e dos particulares e a estabilização do respectivo investimento em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).
O enfraquecimento da procura interna, o elevado défice comercial e a subida dos preços dos bens são alguns dos factores que estão a afectar a performance da economia portuguesa.
O PIB deverá estagnar em 2009, prevendo-se um ligeiro aumento para 2010. Estas são previsões influenciadas pala actual crise financeira e pelo enfraquecimento da procura externa.
Projectos de grande escala
Respondendo ao actual quadro de globalização, a economia portuguesa, aberta ao exterior, apresenta sinais visíveis de desenvolvimento e modernização, patentes na participação de Portugal no grupo de países da Zona Euro.
A Área Metropolitana de Lisboa, como principal centro económico e populacional do país, não foge à regra, sendo abrangida por um conjunto de projectos de grande escala, nomeadamente, a participação no Programa POLIS (Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental), o projecto do novo aeroporto internacional de Lisboa para a zona de Alcochete e a implementação do comboio de alta velocidade (TGV) Lisboa-Madrid.
Além disso, estão ainda previstas outras intervenções na cidade de Lisboa, tais como a renovação do Chiado e do Parque Mayer, a renovação e reestruturação das docas e cais do rio Tejo a Oeste da Ponte 25 de Abril, incluindo a construção dum pavilhão de conferências no Parque da Junqueira (antiga FIL), a construção de um pólo tecnológico na periferia de Lisboa, acima do Paço do Lumiar (a reestruturação desta zona, baseada numa completa remodelação arquitectónica, representa uma área total de 12 hectares).
No Vale de Alcântara vai, igualmente, acontecer a reestruturação dos bairros, criação de jardins entre a ponte 25 de Abril e a Praça de Espanha e a renovação de edifícios e infra-estruturas. Na Alta de Lisboa vão também nascer bairros sociais e jardins acompanhados duma renovação de infra-estruturas.
Escritórios
As principais tendências no segmento dos escritórios são a importância da procura no futuro, enquanto que a actual situação económica vai levar a uma estabilização na zona do CBD e a um reajustamento das rendas, principalmente nos arredores de Lisboa, enquanto que novas zonas, como é o caso do Parque das Nações e dos arredores a Oeste de Lisboa, vão ser consolidadas.
Uma vez que as empresas do sector terciário se estabeleceram no centro de Lisboa, ocupando edifícios de classe B ou C, a reestruturação dos bens imobiliários vai continuar, bem como a construção de escritórios prontos a usar. Os edifícios C e B estarão reestruturadas a médio prazo. A zona CBD ainda possui muitos edifícios de tipo B e C, de elevado património arquitectónico, protegido por lei.
Industrial e Logística
O desenvolvimento do mercado industrial deverá manter-se com uma evolução positiva da procura, principalmente no sector logístico.
As recentes obras na infra-estrutura rodoviária e a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa também vão contribuir para o futuro crescimento. Um exemplo bastante ilustrativo, são os movimentos recentes dos promotores e utilizadores de logística na área de Alcochete.
Retalho
Tendo em conta os actuais e os futuros projectos apresentados para todos os tipos de retail centers, prevê-se que o mercado de retalho deverá evoluir nos próximos anos, especialmente nas grandes áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Os centros comerciais continuam a ser os mais representativos do sector.
Mercado de Investimento
As previsões de crescimento da economia portuguesa para 2009 apontam para uma desaceleração. Neste mercado, as principais tendências, de uma forma geral, serão que muitos utilizadores adquirem os escritórios para arrendar e, por isso, os sale & leasebacks deverão continuar a existir. Os edifícios pré-arrendados a grandes empresas, nas zonas novas, continuarão a ser comercializados pelos mediadores ,enquanto que, devido ainda às dificuldades conjunturais, muitos dos grandes utilizadores manter-se-ão nas suas actuais instalações, ou, a haver mudanças, essas serão para instalações com menos área e com rendas mais baixas.
Além disso, soluções de edifícios prontos a ocupar serão cada vez mais propostos aos investidores.
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