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Arrendamentos de escritórios em Manhattan atinge valores mais baixos desde há 7 anos

A Cushman & Wakefield anunciou um resumo sobre a actividade imobiliária em Nova Iorque, relativa a 2008. Durante o último ano, foram arrendados somente 1,9 milhões de m2 de escritórios, o valor mais baixo desde 2001, ano dos atentados terroristas em que se atingiu o valor de 1,89 milhões m2. Esta descida, representa uma diminuição de 19 por cento em relação a 2007, durante o qual se arrendaram 2,35 milhões de m2.

O arrendamento de escritórios tem vindo a decrescer significativamente ano após ano, nos três sub mercados desta cidade americana – Midtown, Midtown South e Downtown, na ordem dos 17,2 por cento, 21,5 por cento e 23,4 por cento, respectivamente. Este abrandamento fez surgir 3,11 milhões de m2 de escritórios disponíveis em Manhattan, um aumento de 43 por cento comparando com o ano de 2007, no qual estavam disponíveis apenas 2,22 milhões de m2.

Segundo Joseph Harbert, Chief Operating Officer da Cushman & Wakefield em Nova Iorque, “a maioria dos inquilinos adoptou uma postura cautelosa, de ‘esperar para ver’. Apesar de a área disponível ter aumentado e o valor das rendas ter diminuído, o mercado continua a ser impulsionado pelos inquilinos que têm contratos de arrendamento a expirar e não têm outra hipótese senão tomar uma decisão, e também por aqueles que aproveitam a actual conjuntura para conseguir um bom negócio”.

“Tendo como base o abrandamento verificado, prevemos que as rendas continuem a diminuir em 2009 e os negócios que forem efectuados irão incluir descontos significativos sob o preço base”, conclui Joseph Harbert.

Quanto ao investimento, as transacções superiores a 10 milhões de dólares registaram o valor mais baixo desde 2004, sendo que em 2008 foram fechados negócios no valor de 19,2 mil milhões de dólares. Este valor significa um decréscimo de 60 por cento quando comparado com o volume de transacções de 2007, que atingiu os 47,8 mil milhões de dólares.

A maioria das transacções realizou-se na primeira metade de 2008, sendo que os dois maiores negócios realizados foram a compra da sede da Lehman Brothers, o nº 745 da 7.ª Avenida, pelo Barclays e a alienação por parte da Bear Stearns do n.º 383 da Madison Avenue à JP Morgan Chase.

A Cushman & Wakefield estima que os preços dos imóveis comerciais tenham descido entre 20 e 30 por cento, quando comparados com valores de transacções realizadas a meados de 2007. No entanto, devido à falta de transacções, especialmente durante o último trimestre de 2008, é difícil fundamentar estes valores.

No que toca ao sector de retalho, este começou a abrandar em 2008, apesar de ter tido uma boa performance comparativamente com os mercados de escritórios e de investimento.

“Apesar do retalho não ter registado um descida drástica, começámos a verificar um abrandamento dos mercados e das transacções realizadas. Demorará cerca de seis meses para percebermos o verdadeiro impacto da actual crise económica no mercado de retalho em Manhattan”, refere Joseph Harbert.

Em 2008, na 5.ª Avenida, a rua mais cara de comércio do mundo, foram realizadas duas grandes transacções: o arrendamento da Gucci à Diesel do n.º 685 e o arrendamento do n.º 666 à Abercrombie. Com uma taxa de área disponível de apenas 4,9 por ecnto, as rendas anuais continuam a exceder os 2.000 dólares por m2.

“No que diz respeito a Manhattan, 2008 foi um bom ano para o mercado de retalho, mas fazendo uma previsão, espera-se que tanto o consumo como o turismo decresçam, o que se irá traduzir num aumento da área disponível no sector do retalho e um decréscimo no preço médio das rendas em 2009”, conclui Joseph Harbert.

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