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Plano Urbanização da Avenida da Liberdade aposta no ambiente e recuperação de espaços públicos

O Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade aposta forte na recuperação dos espaços públicos numa zona nobre da cidade que se pretende devolver aos lisboetas com o alargamento dos passeios laterais e a utilização de calçada portuguesa.

De acordo com a última versão do Plano de urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), que o vereador do Urbanismo pretende ver rapidamente em discussão pública, a reestruturação dos espaços públicos prevê a demolição de armazéns degradados, a reutilização de terrenos abandonados e a recuperação de alguns edifícios, adaptando-os a novas necessidades daquela zona da cidade.

Elaborado pelo arquitecto Manuel Fernandes de Sá, o Plano abrange uma área com cerca de 100 hectares, correspondente às freguesias de S. José, S. Mamede e Coração de Jesus.
O PUALZE prevê, por exemplo, a requalificação urbana de uma área de 6.000 metros quadrados no bairro de São José junto ao centro de dia, admitindo a hipótese de construção de alguma habitação para fixar população.

Aliás, a recuperação do edificado e da população que a cidade perdeu é um dos objectivos.
Entre 1981 e 2001 a população residente na área do PUALZE diminuiu 67 por cento, embora o ritmo de decréscimo se tenha atenuado significativamente na última década.
É para travar esta tendência que o Plano prevê investimentos na valorização da habitação existente e a construção de equipamentos de apoio local.

Está igualmente prevista uma área verde no actual terreno situado na meia encosta a Nascente da Rua de Stº Antão, que tem vários proprietários, o mais importante é o Ateneu Comercial de Lisboa.
A autarquia admite ainda a hipótese de instalar uma unidade hoteleira qualificada no Palácio de Rio Maior, junto à Rua de Stº Antão.

A zona das Portas de Stº Antão vai ser exclusivamente para peões, prolongando-se para Norte com a requalificação do Pátio do Tronco, prevendo o PUALZE a utilização comercial do rés-do-chão dos edifícios ali existentes e que pertencem na sua maioria à autarquia e à EPAL.
O Largo da Anunciada será igualmente para uso pedonal, mas aqui o trânsito automóvel será permitido de forma condicionada.

Com a requalificação deste largo a autarquia pretende reforçar a ligação entre as duas encostas e “aproximar” o elevador do Lavra ao da Glória.
Para a Encosta Poente está prevista a construção de um parque de estacionamento no Largo da Oliveirinha e a abertura ao público de um arruamento existente no terreno pertencente à Refer para garantir a ligação à Calçada do Duque e ao Largo do Carmo, numa área fora do PUALZE.
Para o interior do quarteirão do Mercado do rato também está prevista uma grande intervenção urbanística, com “habitação e comércio compatível”.

Esta solução prevê a eventualidade de uma futura ligação à Garagem Auto-Palace, que está classificada e cuja estrutura e fachadas deverão ser mantidas.

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